No dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney comunicou de forma definitiva que não tinha nenhuma intenção de continuar trabalhando com John Lennon e que estava deixando os Beatles.
O anúncio foi feito de um jeito bem inusitado: para evitar entrevistas onde certamente seria perguntado sobre o futuro da banda, Paul pediu que Derek Taylor, o assessor de imprensa do grupo, preparasse um questionário que ele mesmo respondeu e distribuiu junto com seu disco de estreia solo. Uma das perguntas foi direta: “Os Beatles se separaram?” E a resposta foi igualmente direta: “Sim. Não vamos mais tocar juntos.”
Não chegou a ser uma surpresa total. Os Beatles passaram quase três anos se desfazendo no final dos anos 1960, com cada membro correndo atrás de projetos musicais próprios, sem nenhum plano de gravar juntos como grupo. Mas para o público, tudo parecia ser só uma pausa temporária — ninguém tinha ido a público com uma declaração definitiva de separação até aquele dia.
Por trás de tudo, a falta de motivação para manter o grupo, os problemas financeiros da gravadora e o início das carreiras solo de cada membro foram apontados como os principais motivos da ruptura. Yoko Ono, companheira de John Lennon, também foi apontada por anos como “culpada” pela separação.
Depois do fim, McCartney revelou: “Deixar os Beatles, ou os Beatles me deixarem — de qualquer forma que se olhe — foi muito difícil, porque aquilo era o trabalho da minha vida.”
Ainda assim, Paul seguiu em frente com seu álbum solo McCartney (1970), um projeto intimista que mostrou uma nova faceta do artista, com canções como Every Night, That Would Be Something e Maybe I’m Amazed, esta dedicada à sua esposa Linda McCartney.
O legado da banda, porém, nunca morreu — e segue vivo até hoje.
Fontes: History.com | Infobae | Perfil | Collider | Wikipedia