Na tarde de ontem, dia 17 de abril de 2026, morreu aos 68 anos Oscar Schmidt, responsável por popularizar o basquete no Brasil e um dos maiores jogadores de todos os tempos do esporte. O “Mão Santa”, como era conhecido, marcou 49 mil pontos na carreira e virou lenda olímpica, com cinco participações. Seu momento mais brilhante foi no heroico título do Pan-Americano de 1987, quando marcou 46 pontos para ajudar o Brasil a vencer a seleção americana em pleno EUA. Por anos, Oscar lutou contra um câncer no cérebro, até anunciar que estava curado em 2022.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar Schmidt construiu grande parte de sua trajetória na Europa, onde atuou por clubes italianos e espanhóis ao longo dos anos 1980 e 1990. Mesmo sendo cotado para a NBA, optou por permanecer no basquete amador para poder defender a seleção brasileira — uma decisão que custou uma carreira milionária, mas que o transformou no símbolo máximo do esporte no país. Sua presença em cinco Olimpíadas consecutivas, de 1980 a 1996, é uma marca que poucos atletas de qualquer modalidade conseguem igualar.
Atletas, técnicos e federações prestaram homenagens nas redes sociais, e o Comitê Olímpico Brasileiro decretou nota de pesar. O velório está previsto para ocorrer em São Paulo, cidade onde Oscar viveu grande parte de sua vida adulta. O legado do “Mão Santa” vai muito além dos pontos marcados: ele mostrou a gerações de brasileiros que era possível sonhar grande dentro de uma quadra de basquete, e esse papel jamais será esquecido.