Aparentemente, sim. Uma startup do Vale do Silício, a Sabi, está criando um gorro que lê a mente das pessoas, decodifica o que elas estão pensando e traduz em palavras. A expectativa é que ele esteja pronto até o final do ano.
Esse tipo de tecnologia é conhecido como Brain-Computer Interface (BCI) e já é utilizado por muitas empresas, como a Neuralink, do Elon Musk — que está com foco em pessoas com deficiência.
Mas como eles fazem isso? Na prática, eles utilizam discos metálicos no couro cabeludo para registrar a atividade elétrica do cérebro. Para ter precisão, eles pretendem colocar de 70 a 100 mil desses sensores no produto.
A partir disso, para conseguir interpretar esses dados, eles utilizam um modelo de AI que interpreta padrões cerebrais relacionados à fala interna. Até agora, eles já acumularam mais de 100 mil horas de dados vindos de 100 voluntários.
Entre os diferenciais da Sabi estariam justamente a abordagem não invasiva e um visual discreto.